Cattleya nobilior

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A Cattleya nobilior disputa a atenção e paixão com sua prima Cattleya walkeriana. Esta disputa estende há mais de cem anos. Em 1883 Heinrich Gustav Reichenbach fez a descrição da espécie justamente comparando a C. walkeriana com a planta que ele julgava ser de espécie diferente. Reichenbach, era professor de Botânica e diretor do Jardim Botânico em Hamburgo. Paixão esta herdada de seu pai que também era botânico. Muito mais que botânico, Reichenbach era apaixonado pelas orquídeas e dedicou mais de quarenta anos aos estudos destas plantas. Tamanho era sua devoção que foi considerado o sucessor do renomado John Lindley.

A nova espécie foi publicada no livro L’Ilustration Horticole volume 30 organizado por J. Linden em 1883. Ao descrever as características da espécie nova, Reichenbach ressalta vários aspectos que diferenciaria a C. nobilior da C. walkeriana. Dentre eles destaca-se o fato de que em C. Walkeriana o labelo não envolve a coluna. Por outro lado, em C. nobilior a coluna é quase totalmente envolta pelo labelo. E de onde vem o termo nobilior? Este termo significa em latim o mais nobre. Possivelmente dizendo, indiretamente, que achava a espécie que acabara de publicar a mais nobre que a Cattleya walkeriana, ou então a mais nobre entre as Cattleyas ou quiçá de todas as orquídeas. Mas o real sentido vai permanecer um mistério.

Referências

Imagem: Linden, J. L’Ilustration Horticole (1883). Vol 30, pp 73-74.
Texto: 

Linden, J. L’Ilustration Horticole (1883). Vol 30, pp 73-74.

Heinrich Gustav Reichenbach. Nature (1889). Vol. 40, pp. 83-84